domingo, 22 de março de 2009

PÉTALAS DE ROSAS , AMOR DE GREG E TARA...


Tenho fascinação por rosas, de todas as cores, mas em especial por vermelhas. Simplesmente amo rosas. Todos os dias passo em frente a uma casa onde há rosas vermelhas lindas, não há um dia sequer que não olhe pra elas. Nossa como são lindas! Vontade de pegar uma e sair correndo (que pecado querendo roubar rosas) feio não. Será crime? Mesmo por uma boa causa? Apenas no desejo de segura-la nas mãos e contemplar a beleza imensuravel. Representa o maior gesto de amor, sensibilidade e desejo. Já reparou em alguma? Perceba que há delicadeza em cada pétala e cheiro suave, mas há perigo, há espinhos grotescos deixando um contraste visível, mostrando dois lados. Nem sempre na aparência conservadora de que tudo lança-se tão perfeito. Sim há perigo, há dificuldades, nada é tão fácil, nada vem como em conto de fadas, tudo requer trabalho. Talvez não tenha reparado, mas nada aconteci precisamente no roteiro (imaginado) em nossa mente. Sempre há diferenças. Sempre haverá diferenças. Sempre respeitei as diferenças. Desde quando compreendi, (muito cedo) que Deus ama às diferenças. Caso contrário não existiria, seria tudo igual, cópias sem nenhum traço de diferença. Só estou apreciando. Os dois lados. As diferenças. Embora ame rosas vermelhas e a olho nu todas pareçam iguais, sei que cada uma tem sua diferença ainda que pequena. Logo quem dirá o ser humano. Tão complexo. Tão autêntico.Tão diferentes. Então, porque não? Amar e respeitar DIFERENÇAS. Faz todo sentido quando apreciadas.
(apenas pensamentos)...


Monterson sentiu alguém tocá-lo no ombro e se virou. Uma mulher bonita, num vestido preto, estava sorrindo para ele. Ela tinha cabelos ruivos e longos, e parecia familiar de uma forma que Monterson não conseguia entender.
- Eu sabia quem Greg era - diz Tara Bishop. - Tinha ouvido falar sobre o que ele estava tentando fazer, e achei que tinha um sorriso maravilhoso, então decidi me apresentar a ele.
Começaram o tipo de conversa que flui, ininterrupta, um assunto comum puxando outro, um diálogo que continua até hoje. Sussurrando no ouvido um do outro para não atrapalhar quem estava prestando atenção à palestra de Hillary, os dois ficaram bem juntinhos.
- Greg jura que coloquei minha cabeça no ombro dele - diz Tara. - Não me lembro disso, mas é possível. Eu me senti completamente envolvida por ele. Lembro de olhar para as mãos dele. Pareciam grandes e fortes, e eu tinha vontade de segurá-las.
- Tara estava usando saltos altos, coisa de que nunca gostei - lembra-se Mortenson. - No final da noite, os seus pés estavam doendo e ela calçou um par de botas do Exército. Não sei porque isso me pegou, mas foi o que aconteceu.Eu me sentia como um adolescente. Ao vê-la com aquele vestido preto curto e botas gigantes, tive a certeza de que ela era a mulher para mim.


Há uma vela em seu coração pronta para ser iluminada.
Há um vazio em sua alma pronto para ser preenchido.
Consegue sentir isso, não?
- Rûmî



- Foi um período de duas semanas muito especial, um tempo secreto - diz Monterson. - NInguém sabia que eu ainda estava na cidade, e nos entrincheiramos no apartamento de Tara, tentando recuperar todos os anos que não tínhamos nos conhecido.
- Finalmente, saí para respirar e liguei para minha mãe - diz Tara. - Ela estava no Nepal pronta para começar uma escalada.
- Depois que Tara me achou em Katmandu, ela me disse para eu me sentar. É o tipo de ligação de que nunca se esquece - diz Lila Bishop. - Minha filha ficava repetindo a palavra "maravilhoso", "maravilhoso", mas tudo o que eu conseguia ouvir era "seis dias".
- Eu disse a ela: " Mãe , me casei com o homem mais maravilhoso do mundo." Ela pareceu chocada. E percebi que ela reagiu de modo cético, mas se recompôs e fez força para se sentir feliz por mim. Ela disse: "Bem, você tem 31 anos e beijou um monte de sapos. Se acredita que este seja o seu príncipe, então tenho certeza de que ele é."

Livro A Terceira Xícara de Chá.(capítulo II-fragmentos páginas 139 e 142)

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