sábado, 9 de maio de 2009

TEMPO....

Não posso "segurar, prender" o tempo, porque é impossível. Taí o maior vilão de todos. O tempo. Nesta semana, um tanto boa por sinal percebi o quanto importa o tempo. Não aceito mais nenhuma perda de tempo, estou fazendo um esforço do cão para não ser uma pessoa sempre atrasada, deixando os outros esperando, dando chá de cadeira. Nada disso. Claro não é fácil por que vícios ruins demoram a sair e percebi que não é legal a minha falta de pontalidade. Nem dez minutinhos e nem cinco minutinhos não perder tempo é a melhor forma de ganhar a vida. Não deixar coisas banais levarem meus preciosos segundos, minutos, horas, dias, meses, anos. Ando regulando até lágrimas, nesta semana evitei o máximo lembrar de situações que me deixasse chateada, triste, depressiva e chorona. Sinceramente ainda não sei como às lágrimas do meu corpo não acabaram, o que já chorei nesta vida não é brinquedo não viu! Mas. Já chega. Não quero. Não vou. Perder mais tempo. E não chegar atrasada, esforçar-me ao máximo para chegar no horário no trabalho, na faculdade e compromissos foi o que mais fiz. Hoje por exemplo por dez ou quinze minutos quase perdi a rica e maravilhosa oportunidade de conhecer Paraisópolis comunidade incrível. Tanto gente boa, gente doce e amavél. E como sinto-me em casa, porque fui criada (adolescente) na periferia de Diadema Abc paulista. Quer conhecer a gente deste país, vá lá na periferia. Que gente boa de verdade. Mas isto deixo para discorrer depois, pois é longo demais. Essa futura profissão que encanta e alegra meus dias.

Refletindo claramente à aula da Olda ontem. O que alias vamos combinar estava incrível. Que mulher! Que professora! Que desenvoltura! Que elegância! Dedico vários ques para Olda, alguém que tem ajudado tanto indiretamente como pessoa e diretamente como professora. Tenho uma felicidade enorme em saber que terei a sua presença durante o curso. Nós alunos probrezinhos já tão loucos e alienados nas aulas de Sociologia, Psicologia, Oficinas, Metodologias montamos um castelinho no decorrer da semana, todos animadinhos achando que estamos começando a entender o fio de uma meada enorme. Até a sexta chegar, quando a Olda entra em sala de aula e desmonta, destroi, derruba nossa castelinho de idéias, pensamentos e concepções. E todos adoram. Todos gostam disso. Inclusive eu. Na outra sexta-feira não houve aula, pois já deixara avisado que não iria, ficamos tristes, mas alegres por não vir na sexta afinal descanso é sempre bem vindo, mas todos sairam murmurando na quinta dizendo "que pena não haverá aula da Olda". É minha professora de Filosofia, na verdade Fundamentos Filosóficos. E confesso, ainda que alguns digam que a filosofia pira, deixa com depressão e tal, eu amo, amo e amo. Mesmo porque sem a filosofia já era um tanto depressiva e com crises (absurdas) existêncais. Posso estar enganada mas não conheço crianças com 8 ou 9 anos se perguntando para onde vai quando morrer e enchendo o saco da mãe com os ques, pra ques, por ques. Estranho? Não viu metade. Identifiquei-me de cara com a filosofia. Ainda que indo "contra" metade das coisas que acredito. E sou apaixonada pela maestria em que Olda rege suas aulas. Ela desmonta o que ficou empregnado e estagnado na mente. Estou desejando ser desmontada e desconstruida. Para (re)começar de onde parei, o tempo passa e não vai esperar, então vou gastar o máximo do máximo, não recuso nada de tempo. Vou viver. E além de. Vou ser mais Feliz que antes, dantes, agora, amanhã, depois. sei lá quando. Não quero saber. Daqui pra frente é tudo ou nada. Nada de meio. Tudo por inteiro.

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