domingo, 18 de outubro de 2009

Espírito, presente, pobre e tempos por Friedrich Nietzsche

Ter espírito filosófico - Habitualmente nos empenhamos em alcançar, ante todas as situações e acontecimentos da vida, uma atitude mental, uma maneira de ver as coisas - sobretudo a isto se chama ter espírito filosófico. Para enriquecer o conhecimento, no entanto, pode ser de mais valor não se uniformizar desse modo, mas escutar a voz suave das diferentes situações da vida; elas trazem consigo suas próprias maneiras de ver. Assim participamos atentamente da vida e da natureza de muitos, não tratando a nós mesmos como um indivíduo fixo, constante, único.

Alienado do presente - Há grandes vantagens em alguma vez alienar-se muito de seu tempo e ser como que arrastado de suas margens, de volta para o oceano das antigas concepções do mundo. Olhando para a costa a partir de lá, abarcamos pela primeira vez sua configuração total, e ao nos reaproximarmos dela teremos a vantagem de, no seu conjunto, entendê-la melhor do que aqueles que nunca a deixaram.

Ser profundo e parecer profundo - Quem sabe que é profundo, busca a clareza; quem deseja parecer profundo para a multidão, procura ser obscuro. Pois a multidão toma por profundo aquilo cujo fundo não vê: ela é medrosa, hesita em entrar na água.

Pobre - Hoje ele é pobre; mas não porque lhe tiraram tudo, e sim porque jogou tudo fora - que lhe importa isso? Ele está habituado a encontrar. - Pobres são aqueles que não entendem a pobreza voluntária dele.

Tempos felizes - Uma época feliz é completamente impossível, porque as pessoas querem desejá-la, mas não tê-la, e todo indivíduo, em seus dias felizes, chega quase a implorar por inquietude e miséria. O destino dos homens se acha disposto para momentos felizes - cada vida humana tem deles -, mas não para tempos felizes. No entanto, estes perduram na fantasia humana como "o que está além dos montes", como uma herança dos antepassados; pois a noção de uma era feliz talvez provenha, desde tempos imemoriais, daquele estado em que o homem, após violentos esforços na caça e na guerra, entrega-se ao repouso, distende os membros e ouve o rumor das asas do sono. Há uma conclusão errada em imaginar, conforme aquele antigo hábito, que após períodos inteiros de carência e fadiga se pode partilhar também aquele estado de felicidade, com intensidade e duração correspondentes.

[ Acho que não é o momento de ler Friedrich, não neste estado rs, vamos alinhar as coisas, caso contrário corro um grave risco de não viver mais. Por quê? Simples, ele sabia das coisas e nos faz repensar muita coisa. É mergulhar fundo e se perder. E isto Clarice já tem feito. Outros mergulhos tão profundos no abismo eu não volto mais... O interesse partiu da leitura de alguns trechos na voz de Olda na quinta-feira que entregou como presente, de prof para alunos. é uma espiadinha rápida.Então fico só nestes fragmentos e o deixo para o breve futuro, ou até daqui a pouco Sr.Friedrich Nietzsche]

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