sábado, 17 de outubro de 2009

Pensamentos,devaneios,anseios, loucuras e outras cositas

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E sabe. Sei lá.Tanta coisa ao mesmo tempo. E ando me perguntando a tempos pq raios ainda continuo a escrever besteiras. Ando achando um porre escrever. Ando achando um saco escrever sobre as mesmas porcarias de sempre. a merda da solidão.a fraqueza de sempre. a tristeza que senti ontem e hoje à noite quase me pega. o cansaço de sempre. a fadiga da agitação.Tudo sempre igualzinho. É mais ou menos assim baby, ouvindo Gal e aquela musica que fala "baby, baby você precisa aprender"Há pelo menos uns cinco dias ouvindo Gal, Brooke e o moço-senhor. E preste atenção pq disse que a tristeza quase me pegou. Saí correndo, deixei ela para trás, provando que não ouço Gal apenas nos tempos da deprê. E tudo fica um tantinho pior quando chega a sexta, à noite. Putz essa é de lascar qualquer um. A semana inteira correndo de um lado para outro, um monte de coisa ao mesmo tempo, tudo para ontem, rápido, sem moleza. Alguma dorzinha de cabeça que não largou, será gripe? Mas de novo? E perdi a conta de quantas vezes fiquei doente neste ano. Foi absurda a quantidade de injecções, remédios por toda lado, a magreza e aquela aparência de cansada, os sonos perdidos, as noites acordadas, aquele desassossego de sempre. Aquele chorinho que bate, só lembrando, "oi sou a melancolia estou aqui fazendo uma visitinha". É, perdi a conta de quantas vezes aconteceu isto no ano de 2009. E tudo indo embora, tudo ficando para trás, dias a menos, e alguns dia à frente. Me pareceu até declaração de final de ano. Aquelas que a gente faz, tirando algumas conclusões do que fez e deixou de fazer. Mas só pareci, ainda não é não.

Às vezes, adianto meu calendário e faço o ano terminar mais cedo, para logo, muito rápido iniciar outro ano. O ano vindouro, cheio de fé, de alegria, de existir sem pressa de chegar. A sensação de felicidade, de festa no ar. E quem sabe manter alguma chama de esperança de que neste ano vou fazer o que não fiz, vou ir onde não pude, vou extravasar às vontades que tenho, descabelar, entende. Acho que preciso disso, "descabelar" e voltar aquele tempo de " em aí pro planeta", mas será que dá? Não acho que não. A vida está numa direcção loca e sem controle e não sinto rédeas, corda pra puxar o tempo e reviver os tempos de loucura. Aborrecente de novo? Deus que me livre! Fase do cão! Não, não e junto vem as loucuras dos complexos e incertezas (mais), que isso? Obrigada, sou bem resolvida nessa questão, a idade nunca foi problema, me sinto bem nos 28. Embora às vezes me sinta com bem mais, uns 58 (risos). Muito ceticismo? Imagina é impressão? Nenhum por aqui. Acho que devo ao "caro leitor de Assis" ou a "dona majestosa Lispector", a cada leitura percebo a realidade de tudo e o que tentavam descrever. Sei lá. Aí são mil e uma coisas. E não para imitar, mesmo pq seria absurdo de minha parte querer tal delírio, escrever como eles é quase atingir o nível máximo de existência. Então, não me atrevo. Escrevo como eu e eu sei, simples, errada e errante sempre. E sem sentido. Muitas vezes a si perguntar pq ainda continuo com essa bobagem.

A conclusão de que onde vou encontro o bendito do Caetano, é este mesmo, o moço-senhor-cantor o Veloso. Perdi a conta de quantas vezes "trombei" com ele neste últimos dias. E assumo uma forte influência de Olda e Salete, minhas queridonas prof. E também das meninas Gabis, Jacks, e Mary. As meninas que botam pra quebrar quando se trata de bom gosto. E de repente hoje eu pensei em vinho. Estava só nos pensamentos, nada demais.Só vinho. Quando minutos mais tarde ouço meu nome. Era a Lili me convidando a uma rapidinha na "prainha" comemorar a nova fase boa (profissional) que chegou, para esta que mereci e muito. Nem pensei só disse baixinho, me espera lá fora, já indo. Bebi, desceu quente, rasgando a garganta, deixando o corpo quente, o rosto rosado e um sensação prazerosa. Aquela que só os vinhos conseguem. Cervejas não me atraem, pingas também não. Mas algumas bebidas exóticas e quentes acalma bichos e vulcões. Deixando mansinha...do psiu fica quietinha.calma.e domada. E só os dedos estão livres, escrevendo, escrevendo devaneios.

"Mas aqui vai o meu berro
me rasgando as profundas entranhas ,de onde brota o estertor ambicionado.
Quero abarcar o mundo
com o terremoto causado pelo grito. O clímax de minha vida será a morte."
(Clarice Lispector)


E à noite está boa, mesmo com o friozinho que faz a gente querer alguma coisa. E nestas noites é a constatação da solidão na volta pra casa. Não, não pq não tenha oportunidades. Sempre tem alguém só, que só queira uma coisa e só. Mas sem valer a pena. É vazio demais. É tão superficial e tolo, mata o desejo da carne e enlouqueça a alma inquieta, espaçosa que sempre deseja mais. Tacho pequeno para essência que escorre dos lados, que transborda vasos. Não. é pouco, uma só e só uma vez. Uma noite e nada mais? Não curto, não quero e não gosto. Que seja sempre abundante e que não vá tão rápido assim, que seja meses e estações, aquele pra sempre só na cama. Tem que ser mais, muito mais. Tem que sentir falta de fôlego, mãos nervosas, ansiedade e sensação gostosa, aquelas famosas borboletas que passeiam dentro da gente. Ficam brincando de vai e vem. E a chuvinha lá fora, cai, ouço gotas, que caem na janela. Não vejo, só ouço, são pingos barulhentos, sinal de que não é chuvinha fraca, acho que é intensa. E no relógio exatamente 02h54, hora de tentar dormir. Passos lentos, cabeça a mil por hora, até o abrir a gaveta guardar algumas coisas e dar de cara com a cadeira. Olhar o quarto, ao redor. Fechar a frestinha da janela. As coisas aqui dentro e verdade estampa nos olhos. tempo de tirar a pose sustentada na semana. tempo de tirar a roupa. Sentar. Tirar pouco a pouco. tempo de escrever. de rasgar mesmo o que estava preso aqui dentro. pouco a pouco. devagar.bem lento.tempo de ficar nua de corpo, de rosto, de alma...aí me lembro o pq (ainda) escrevo e só aqui. Deve-se a isto. Pelo único momento de ser eu.e eu.meu ser nua.

"Quero escrever noções , sem o uso abusivo da palavra.
Só me resta ficar nua: nada tenho mais a perder. "
(Clarice Lispector)

Um comentário:

BRUNO L.S disse...

Hum vinhos que delícia!
Tempo de ser feliz! Faltou este moça. E solidão todos sentem, até os casados, isso é comum, são nossas loucuras.Beijos de todos daqui.E saudades sempre.

se cuida