sábado, 7 de novembro de 2009

Era para ser uma simples conversa, mas virou " boa sorte "

Nunca falo. É raro alguém ouvir meus chororos, problemas, tristezas, crises. Não sou de falar. Mas sou de ouvir. É um dom. Daqueles que dizem não existir mais, pessoas dispostas a ouvir e só ouvir. Tenho toda paciência e tolerância para isto e todos dizem gostar desse dom. Guardo segredos mil, de gente que conheço há séculos e gente que conheço a meses. Gosto de saber, de tentar entender, de ouvir histórias de amor ou (des)encontros de amores, relações difíceis e problemas dos mais banais. No entanto, sou alvo de algumas criticas, reclamações do tipo - poxa Ana! Você nunca conta nada de você, nunca fala nada ou quase nada, que pessoa mais reservada!

Minha reação é de riso e dizer - não tenho nada pra falar não (rindo). Um exemplo é que poucas, muito poucas sabem o que aconteci e deixa de acontecer, resumo tudo, nada de detalhes e tenho notado que às vezes isso me faz mal. Principalmente quando tudo, bem, não anda lá essas coisas. É um exemplo simples, mas a maioria não sabe ou imagina que escrevo, que tenho um blog. Não divulgo, são quirelas que sabem disto. Talvez pq aqui me sinta a vontade para desabar, "falar" ou tentar dizer algo. E pra quem não gosta muito de "exposições" achou um jeito um tanto estranho de falar não é? É eu sei disso, sei bem. Já pensei várias vezes em deletar, excluir, finito, fim de história, mas ainda não consegui. Já pensei em fazer outro mas anônimo, totalmente anônimo. Mas ainda não consegui. este ainda me faz bem.

É o jeito estranho de desabafar. E hoje conversando com ela me senti como estivesse escrevendo, foi tão natural e tão leve. Ela me olhou várias vezes, coincidentemente sentei muito próximo de maneira que deixava de frente. Uma e outra risada e rolou um assunto. Quando vi já estava falando, tirando algo que me consumia por dentro. E pq explicar é difícil e encontrar alguém que entenda ainda mais. E gosto dela, e não estou falando pq desabafei, é uma pessoa muito bacana, menina ligeira na vida, que aprendeu cedo a lidar com artimanhas mil. E falei disso...... e disso.....e mais disso também... E foi bom pq ela não só entendeu como acabou por compartilhar algo precioso e muito especial de si, que talvez fosse um luz para entender ao menos um pouquinho minhas loucuras. E quais conselhos ela me deu? Qual direção? O que fazer nessa situação? Como agir? Como fazer? Como tirar? Como arrancar de dentro de uma vez por todas? Ela ouvia, atenta e sorrindo. E simples e direta diz -Ana, eu não posso ajudar. Nem dar conselhos e não sei o que dizer tb. A única coisa que entendo de tudo isso é. Boa sorte! É isso mesmo boa sorte é o que eu desejo e o que você precisa, pq viver é bom e estamos à espera de algo sempre! ainda acredito que coisas boas acontecem e que pessoas especiais se encontram.sorrio, abraçou e novamente disse - boa sorte!

Pareci besta e tolo mas não é. E preciso agradecer mais a Deus por esta sorte de sempre ter em meu caminho pessoas especiais como a Gabi. Pessoas como ela eu quero sempre em minha vida. E todo escrito ficou sem sentido, pq o contexto fica com a gente, nessa conversa que virou outra coisa, acabou tornando-se confidências, sobre o jururus da vida.É Gabs essa eu fico devendo, e devendo muito. Obrigada por ouvir alguém que precisava muito desabafar. Em especial hoje.

Um comentário:

BRUNO L.S disse...

Tem razão, arrancar algo de você é como tirar água da pedra.Mas no final eu consigo saber algo de você, na livre, espontânea pressão.E tem esse dom de ouvir e saber ouvir, o que pra mim é extremamente importante.