domingo, 20 de junho de 2010

Gosto de situações inusitadas e diferentes. Daquela surpresa e do acaso. Sem planos, sem regras, burlar até mesmo aqueles rituais mais banais. Eu adoro! Desde bem pequena, já que nunca fui muito grande mesmo (?), quebrava as regras do meu pai. Tudo era muito certinho e pra ele horários era essencial. A começar pelo dia, sinal de gente preguiçosa, quando não acordava cedo. Não à toa, sou atrasada por natureza, desde o parto, desde sempre. Acordar tarde? Ha, eu acordo sempre, já mencionei que troco o dia pela noite. Só às vezes, esqueço de que nunca gostei disso, de regras, de tudo ali, ao meu controle. Uma dose de descontrole e loucura nunca fez/faz mal nenhum. E quando vem alguma surpresa, eu gamo! Eterna amante da vida. Ninguém me conhece o suficiente para saber, ou entender. E deixe que fale, que diga, que ria, eu não ligo. Nunca liguei, e agora ando ligando menos ainda. Esse ano começou muito difícil, dolorido, triste. Mas sempre a sensação de que o melhor ainda está por vir...

Então, os dias vem e vão, sempre os mesmos, com regras bestas, rotinas chatas, aquela gente que fala sempre as mesmas coisas dos mesmos jeitos. Parecem piores que eu. E quando acho que tudo está banal demais, chato demais, mesmo depois de uma apresentação, para minha surpresa ficou boa demais, chega em mãos. Algo só para palpitar o vermelho, cheio de veias e sangue. Deixar respiração, um pouco mais ofegante, e olhos correndo rapidamente as linhas. E trechos pequenos, bem pequenos, caindo, caindo, caindo feito chuva, água no corpo. De repente, conheço Rodrigo Levino, apresentado por minha amiga de sala. Dei risada quando ela veio toda afobada dizendo ter achado um livro que era a minha cara. E poxa vida! Eu amo tanto quando alguém diz: achei algo e lembrei de você, ou vi algo e lembrei de você, ou li algo e lembrei de você. Li, pós apresentação, coração menos ansioso. Apresentação ok, me sento e leio.

E noite incomum, pede coisas incomuns, então Rodrigo Levino surpreende. Desperta algo em mim que não sei bem explicar. E vejo a carinha da Aninha Claúdia, de: "sabia que ia gostar". E quanto mais leio, mais quero.Eu devoro com gosto, e não peço ajuda. O livro faz perceber algo que não deixei de ser... isto que agora sou. E amo o jeito que sou agora. A vida? Mais do vivê-la é deixar se surpreender... então deixo! Hoje um domingo bom, com minha amiga Lily, que além de me aguentar para trabalhos da faculdade até as 18:00, me convida pra sair, e aceito. Só ela para me aguentar, uma belezura...E vou às 00:31, horário de Brasília. Avante...!

Um comentário:

LILIAN BORGES POESIA disse...

adoreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei

já disse que adoro qdo vc escreve!!!


bjks