sexta-feira, 11 de junho de 2010

Venho muito afobada. Tanto para dizer/falar e nenhum tempo.Então,quase na "velocidade" do pensamento escrevo. Se por acaso não encontrar nexo/sentido não ligue, pois não posso perder a chance de ser eu... Tenho fascinação por gente apaixonada pelo que faz. Ponto. Já mencionei várias vezes e não resta dúvida quanto a isto. Certo? Para dizer o dia de hoje, tenho que ratificar bem. Eu amo gente apaixonada. Ponto denovo. Quando vão além de qualquer perspectiva, até mesmo das próprias forças. Minha aula foi na Apro(...), reservo o nome da entidade/faculdade pq não há interesse nenhum de propaganda e títulos. Mesmo pq não cabe neste blog, é muito simples. Não escrevo nada que favoreça tais créditos e merecida honra a certas entidades.

Algo para pensar, criar um blog sério e que trate dos interesses da profissão. Quem sabe, quando der/sobrar mais tempo. Enquanto isso, aqui sendo eu, muito eu, mais eu mesmo, na "velocidade" dos pensamentos e mãos. Aula e ambiente bem diferente, da sala feia e desleixada do corredor mais social de todos. Assisti uns três ou quatro filmes bem interessantes lá. Todos para discussão, debates e seminários. Amanhã procuro no youtube, pois não lembro o nome do que interessou mais. Um filme para rever, daqueles de chapar. De ficar com interrogação, assim (?). Mas o bom mesmo é tê-la conosco. Semana passada ela quase foi embora, estava com muita dor. Segurava às mãos no rosto para que pudesse falar. E com mãos na altura do queixo, falava baixinho, baixinho. Pedindo que chegássemos mais perto, fizesse uma roda, para acordar como/quando seria os seminários. Diferente? Não. Pelo menos não lá. A relação com alunos é estreita e só não aproveita quem não quer. Aproveitamos, às vezes + e vezes -, não o suficiente. Mas com ela impossível não aproveitar, e não que quisesse ir embora. Mas o assunto começou, a conversa ficou boa, e o que não era para ser, virou um debate.(Explosão)

Acabou não indo embora, e foi mais uma noite de aula, cheia de pontos de (?), (!), (...), (explosão). E quem é? De quem falo? Bom, da prova viva da resistência, da paixão pelo que faz e acredita, da luta diária para que algo mude. A marxista encatadora, apaixonada pela profissão, a mulher que bota pra quebrar nas mesas, de virar de virada!. A querida, engraçada e boa Bia, minha professora de sexta. Da risada engraça e alta, das dancinhas na sala, dos abraços e carinhos com os alunos que ela diz gostar tanto, tanto, tanto. Disse que fazia questão de ter a sala no próximo semestre. E eu, fiquei tão feliz. Pq tem feito uma diferença.Tem ajudado tanto... e eu cada vez gosto mais.

O início deste ano não foi nada fácil. A começar pela grade, que me deixou triste demais ao saber que não teria aulas maravilhosas, da Olda e da Salete. Duas pessoas de muito apreço, guardo com muito carinho. E não é que sejamos super ou muito amigas, não. Conta-se nos dedos às vezes que realmente falamos. Saliento o esforço, o desespero para deixar-nos a luz. Para caminhos bons, sem reprodução e falas de outrora, sem mundos prontos. A vontade rara, que no meio de alguns estivesse o sonho de criar, de inventar de trazer a tona modos, jeitos e a diferença...A raridade de acreditar que alguém pode ir mais além, mesmo com todo contraste. Não mediram esforços. Dançaram, cantaram, explodiram de raiva e riso, gritaram, bravas e não. É fazer amor. É a única coisa que vem a mente. Fazer amor é tão gostoso não é? Toda atenção e prazer concentrados naquilo, no ato, no momento, naqueles minutos. Ah! É bom demais, e há quem discorde? Bom. Há quem não goste, e eu não sou uma delas. Elas faziam amor ao lecionar daquele jeito, naquele gás todo, cheias de paixão. Quase a frase do Rubem Alves ...é fazer amor com as palavras... Enfim, tudo isto para dizer que a aula foi boa d+, e o tema muito interessante. Aí lembro, que vi duas pessoas super/hiper/mega estranha hoje. Uma no ônibus e outra no metrô. Conto.

Entro no ônibus, cansada, frio e fome. Vontade de tomar chocolate bem quente! Ai que mulherzinha...pois é eu sou mesmo. E até de chá eu gosto. coisa mais de velho não é? Não acho, adoro chá. E tomo até no verão, chá gelado. Entrando, vejo uma senhora sentada. Rosto inclinado, atenta, mãos mexendo nas páginas de um livro que reconheci de longe. Estava de casaco preto, lindo por sinal. Com botões cinza e preto, calça social cinza, sapato preto combinando com detalhes da bolsa. E lenço charmoso em tons de: cinza, verde, laranja claro e vermelho, pra ornar, quebrar os tons preto e cinza. dar vida.cores. Era loira, com cabelos curtos, na altura dos ombros. Não resisti. Puxei conversa, uma surpresa! Já que nunca, mais nunca o faço. Disse que ele era o máximo.

Sim, era Mia Couto nas mãos dela. Falamos por minutos, sobre ele. Concordamos em alguns pontos e ficamos em silêncio quando não a determinado ponto de vista. Por fim, me indicou um autor, que segundo ela é maravilhoso. Então, dei uma olhada no Milton Hatoum, bem rápida. Quem sabe leio algo, quando sobrar tempo. E agora bateu preguiça. Sinto um frio nos dedos sabe? Mais do que isso, hj uma vontade de dormir abraçada. E preciso de paz, de um banho quente, bem quente. Daqueles de ficar invísivel no banheiro, de explodir o chuveiro rs.E tanta coisa pra fazer. Lembro amanhã tem trabalho de novo, e domingo será como o outro acordando cedo, e gastanto o tempo também com os trabalhos. Até chegar à noite e perceber que tudo está tão rápido, os dias indo embora. A sensação de sempre, com tanto, fazendo tanto, mas sem nada nas mãos. E falar mais o quê? Já falei tanto.Que seja um bom final de semana, se não do jeito que eu quero, pelo menos agradável.bom. E o outro estranho do metrô? Eu conto noutra vez. Pq era estranho demais, um personagem e tanto.Antes que esqueça, fotos estranhas me deixam encantada (...)

Um comentário:

LILIAN BORGES POESIA disse...

será que ela sonha todos os dias?
será que ela lembra dos sonhos?
eu gostaria mesmo que ela conseguisse o que quer, pois compartilho desse mesmo sentimento...
plugada a esse blog devaneio...
enquanto meus filhotes brincam ao meu lado.