domingo, 22 de agosto de 2010

Ahhh, um minuto por favor. Ai ! Atingiu aqui. Acertou de todos os lados. Nelson seu filho da mãe! Como ousa falar assim de Marx?(neste momento uma cara de cínica, me consome...) Meu curso é marxista, a maioria dos que conheço são marxistas. Falam aos quatros cantos do mundo, frases que outros falam, mas que não sabem o impacto, o sentido de cada palavra.(assim como eu?) Já ouvi tantos discursos marxistas, ouço tanto, tanto, e tanto que tenho vontade de mandar Marx para o inferno. Isto se já não estiver por lá. Balançando o demo. Não aguento mais "lei geral da acumulação capitalista", "o capital", "o manisfeto comunista" e por aí vai... não suporto mais o nome Marx. Concordo com metade disso Nelson. Principalmente quando diz que há muitos marxistas por aí, apenas e somente com discurso do velho Marx. Aquele velho discurso, quando escreve cartas . Mas tenho apreço pelo jovem Marx. O conheci pelas mãos e jeito encantador da querida Salete , um Marx jovem que andava com anarquistas. Não sou marxista, embora meu curso seja, embasado (muitas, para não dizer todas) leituras de Marx. Eu canso demais, leio tanto sobre esse porra, que fico emputecida, enjuriada, cansada mesmo. Chego a ficar sem rumo, sem direção, achando que não há solução. Também não tenho visão socialista. Não cabe mais. Um mundo socialista? Só se for de faixada. Mas ainda não posso dizer que concordo ou sou anarquista. Que droga! Sou que merda então? Concordo ou penso o quê? Mas tenho que concordar? Se nada me cabe? Se nada me serve? Sou alguém que deseja o novo. Pode ser? Nada do que está imposto. Nada que já exista. Pq se resolvesse tudo seria diferente, não existiria desigualdade, não existiria o excedente, o alimento do capitalismo, tudo seria justo. Mas o que é justo hein? Justo para quem ? Em nome da liberdade a guerra existe. Em nome da liberdade (muita) crueldade existe. Em nome dela, EU NÃO EXISTO. A preocupação me cerca o tempo todo. E a igreja? Não falo metade do que penso, católica e evangélica (chegou um novo modelo? imperialista? Cristo fica sentado na porta?), embora me considere cristã. É cristã diabo, e não crente, pois crente todo diabo é. Não sou religiosa, não sou adepta a rituais, acho besta e insignificante, tolo e sem sentido. Melhor deixar para lá... Não quero escandalizar nada e ninguém. Na mesma direção, concordo que o psicanalista é mais perigoso que o doente. Há um discurso belíssimo de Michel Foucault a respeito da loucura, do que é ser doente. Não se preocupe Nelson, nem de perto Foucault é marxista, mas um anarquista apaixonante, com discurso diferente. Também gosto do jovem, mas odeio a hipocrisia que o cerca. Aquele discurso reproduzido, na cara larga, as falas dos mestres, as mesmas ideias, querendo aplicar o passado no presente, esquecendo que o passado nos serve apenas de exemplo.Não há formulas certas e concretas. O novo não existe, existe apenas o velho num formato novo. E nenhum pensamento que se diferencie. Caso queira, xingue minha mãe, mas não sou nem de perto e nem de longe reacionária. Aliás o que é isso? Ainda existe? É de comer? Ai Nelson, concordamos em muitas coisas, mas quando diz que o povo é um débil mental, eu tenho que dizer: está equivocado. Ledo engano meu caro! O povo, assim como eu é IGNORANTE ! Por isso vou ali, adquirir a intelectualidade sem ler e sem pensar. Desse jeito é melhor e rápido. E mais do isto, chorar as pitangas pq a merda do filme é triste pra caramba. Recomendado pela aula de Oficina, quinta-feira, para responder perguntas marxistas... (ufa!)

Um comentário:

Lilian Borges Poesia disse...

uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
e para não esquecer
uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
que texto maravilhoso minha amiga!!!
maraaaaaaaaaaaaavilhoso!!!
quando crescer quero escrever assim!!!