sábado, 23 de outubro de 2010

Waly Salomão

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O CÓLERA E A FEBRE
(PASTICHE PÁLIDO E MAL CESURADO DE CESARIO VERDE)
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UM BODE IMUNDO IRROMPE
(ÍGNEA FLECHA? DARDO EM FOGO? BÓLIDE NO LUSCO-FUSCO?)
EM MÓRBIDA TROPELIA EM DESABRIDA CORRERIA
E PERANTE MINHA PESSOA A FERA

ESTACA

JÁ DENTRO DE MIM SE ESMERA
NUM ENRODILHADO TORCIDO E IGNOTO JOGO MALABAR.
PRAIA FÉERIE COOPER JOGGING CORPO AO SOL TORSO AO MAR;
MINHA PORÇÃO NA PARTILHA:
LYCOPODIUM TÉDIO PORRE TOSSE TORPOR
HOMEOPÁTICO E PLUVIOSO HORROR.

Nas nossas ruas,
ao anoitecer.

(De Armarinho de miudezas)




(...)
DE VENTO
PASTEL DE BRISA
MONTE DE GANGA BRUTA
ESTUÁRIO DE BUGINGANGA NONADA
EM CONFRONTO COM MANADAS MIRÍADES D´ESTRELAS ESPOUCADAS
SOBRE OS SETE DIFERENTES MARES QUE SETE ESPELHOS SÃO PARA
ALGUM MAR
ABSOLUTO
(ROMA E BAALBECK E BAGDAD E BABILÔNIA E BABEL SIDERAL)
E É NOSSO AMOR TÃO DIMINUTO
LAMPEJO DE SEGUNDO
RELÂMPAGO DISSOLUTO
FILETE DUM RIO MINÚSCULO
MICROSCÓPIO LEITO
AMOR .....................................................NOSSO SÉCULO:
BURACO NEGRO SORVEDOURO DE VULTO AROMA LUZ
BAGAÇOS DE ROLHA BOLHA BORRA PORRA PÓ
BEBO VINHO PRECIOSO COM MOSQUITOS DENTRO
MURIÇOCA MARUIM POTÓ

(de Gigolô de bibelôs)


lindamente retirado daqui: http://www.antoniomiranda.com.br/Brasilsempre/waly_salomao.html

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