domingo, 8 de janeiro de 2012

Corra e olhe o céu,



Que o sol vem trazer
Bom dia...



Quem manda é o Cartola, mas aprendi a correr e olhar o céu bem cedo. Me isento de toda historinha, por que às vezes é melhor guardar, deixar na subjetividade, interessa prá quem isto. Só pra mim de certo. A primeira fase, céu aberto, nuvens carregadas sinal de chuva, sol escondido. Começo da semana mais díficil e cheguei a conclusão de que o fator sanguínio nada quer dizer, irmão, é irmão só isso, não significa irmão-amigo. A segunda fase, nuvens carregadas, chuva vindo, sol escondido entre árvores. Meio da semana, depois de muito pensar, analisar, racionalizar outra conclusão, posso ter errado muito, falado demais, não ter sido a melhor irmã do mundo, mas agora é correr como bem quer, soltei a linha, pode ir, aliás se não for eu vou, mas perto de você não fico mais, se existe algo que abomino é falta de lealdade e gente pilantra se acha até no meio dos seus, do sangue. A terceira fase, as nuvens carregadas foram levadas pelo vento, os raios de sol deixou o céu aberto, rasgado. Tenho sorte, bastante sorte, sempre encontro no caminho pessoas que valem ouro. Se enumerar a quantidade de pessoas-amigas incríveis na trajetória de vida ficarei escrevendo até cedo, até amanhecer. E elas salvaram o fim de semana, bem provável se não fossem elas, seria ruim, péssimo, triste, chorando. Foi no show na sexta, com música, dança e risos; foi no sábado na sessão filmes, pipocas, doces e conversas até as 04 da manhã; foi hoje, domingo no parque, prá andar a pé, andar de bicicleta, ver sol, sentir vento e voltar rindo. São fases, como nas fotos do céu. Embora sejam fases, isto não significa que eu não saiba o que quero. Eu sei, sei bem. Não cochiar em dois pensamentos é o certo, saber o que quer é fundamental. E não atiro para todo lado, aqui existe mira. Mas nada me impede de ficar hiper triste, chateada, calada, pouco ensimesmada de saber que mais cedo ou mais tarde vou perder alguém que amo muito, dia menos dia o sangue do sangue incluso na estatística, do negro que não chega aos trinta. São fases, só isso, existiram piores e eu passei por todas, viva-morta, mas passei.
E hoje, lembrei - corra e olhe, aponte para as nuvens brancas, conte quantas puder, são fases, são nuvens e o sol entreaberto, no céu, é luz, prá iluminar o caminho escuro...

Um comentário:

Lilian Borges Poesia disse...

lindura de texto, apesar de conhecer o contexto... e fotos maravilhosas QUE CÉU!!!