terça-feira, 17 de janeiro de 2012


ORGULHO DA COMUNIDADE PINHEIRINHO

EXEMPLO DE LUTA E FORÇA!

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Sinto vergonha de escrever FORÇA PINHEIRINHO!
A comunidade coloca em prática anos de teoria. A revolução não se faz sentada e muito menos na delicadeza, é no braço mesmo, na luta, na linha de frente mostrando a cara, mas quem tem coragem não é? Menos ainda escrevendo nessa merda. Sinto vergonha de estar aqui e não fazer absolutamente nada, só assistir. Vergonha é o que sinto. Depois do sangue derramado as manifestações existirão. Impressão ou a ordem das coisas de fato encontram-se erradas, equivocadas. O marido de uma amiga comentou e tenho que concordar, o Brasil não sabe o que é bomba, luta, confronto, nem de perto e nem de longe. Poucos viveram, sofreram o confronto, para estes, sete palmos. E não! Ele não estava falando de sofrimento, fome, miséria, a história é outra. Talvez estejamos esperando a eclosão do confronto e invadirem casas e nos atacarem para reagir. Eles já o fazem, de maneira sutil, o que não existe é a nossa (re)AÇÃO. O confronto terá de ser maior. Ah desculpe, como a VERGONHA É MINHA, então para minha (RE)AÇÃO, levantar o rabo da cadeira e ir prá luta.

Eu ainda quero sentir ao vivo e a cores, numa comunidade, país, mundo, galáxia, a sensação descrita por Helena,o sabor, gosto de uma vitória popular, nem que seja por segundos. Nos presenteou só com a garra, a luta, a força de resistir até aqui. E a vergonha de dizer força e não fazer nada me cala!



"A alegria de compartilhar uma vitória em uma luta é algo que só podem conhecer aqueles que se dedicam a aventurar-se pelo que pode ser também um mar de derrotas. No entanto, quando se tem o sentimento de estar no lugar exato em que se deveria estar, quando vislumbramos uma fagulha do que seria nossa possibilidade enquanto construtores de nossa própria história, quando abraçamos - chorando de felicidade - a quem pouco ou nada conhecemos, quando dançamos na rua como se o carnaval fosse a vida inteira justa a se festejar, estamos um pouquinho mais próximos de supôr o que seria uma revolução. O Pinheirinho nos presenteou com isso."

(Helena Silvestre)




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